Comissão divulga relatório
sobre Conselhos Tutelares
As dificuldades vividas pelos Conselhos Tutelares foram discutidas
no dia 20/06 em Audiência Pública promovida pela Comissão de
Direitos Humanos da Câmara Legislativa. De iniciativa da deputada
distrital Erika Kokay, a audiência trouxe a público os principais
problemas vividos pelos conselheiros tutelares, enumerados em
relatório feito pela comissão a partir de visitas realizadas no mês
de junho aos conselhos do DF. A
comissão constatou a precariedade das condições de atendimento dos
órgãos responsáveis pelas medidas de proteção e pelo cumprimento dos
direitos das crianças e adolescentes e ouviu queixas de inoperância
da rede, que deveria atuar como parceira dos conselhos oferecendo
serviços de saúde, creches, tratamentos terapêuticos, tratamento
para usuários de drogas e álcool, entre outros. Em casos como
trabalho infantil, negligência familiar, abuso sexual, dependência
de drogas, e outros diversos, os conselheiros tutelares orientam e
encaminham os jovens a serviços complementares para superarem a
violação. “Não vejo como promovermos o bem estar das nossas crianças
e adolescentes sem o fortalecimento dos conselhos tutelares”,
afirmou a presidenta da Comissão de Direitos Humanos, deputada Erika
Kokay. Para ela, o estado em que se encontram os conselhos demonstra
mais uma violação aos direitos das crianças e adolescentes. No
relatório entregue ao subsecretário de Ação Social, Paulo Olivieri,
a presidenta da comissão ressalta deficiências na estrutura de
funcionamento de todos os conselhos instalados no DF e lembra que a
maioria dos conselhos tem responsabilidade superior à sua capacidade
de atendimento. A falta de creches para acolher a demanda crescente
entre os menores carentes do DF foi um dos alvos principais de
críticas, constantes do relatório. Segundo o documento, os casos de
negligência são os de maior registro pelos conselhos tutelares.
Erika defendeu a adoção o mais rápido possível de um rede de atenção
à criança e ao adolescente vítima de violação dos direitos humanos.
“Os conselheiros reclamam das mesmas coisas, entre elas, da falta de
rede. A maioria dos conselhos não sabe quais são as principais
violações de direitos, mas sabe que as violações estão associadas a
pobreza extrema e à falta de políticas”, comentou a deputada.
Fonte: Um mandato sem
paredes: Dep. Érika Kokay