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Galinhada e encontro regional dos trabalhadores e jovens do campo e da cidade
Somos
servidores federais em greve por nossos salários. Reivindicamos do governo
Lula e seu ministro Palocci 18% de reajuste para recuperar apenas as perdas
dos últimos 3 anos. Seria um exagero? É pedir muito? Como se pode viver com
os salários que temos? E o governo nos oferece 0,1%. Isso tem que parar. Não
dá para continuar assim.
Somos
militantes da CUT. Somos do PT. Somos operários das fábricas ocupadas que
lutamos contra a destruição de nossos empregos, de nosso trabalho e dizemos
ao governo Lula : salve nossos empregos, estatize as fábricas! Seria
isso impossível? Como sobreviver, como sustentar nossas famílias se as fábricas
fecham e somos jogados na rua? Há três anos estamos em luta e o governo não
nos dá satifação. Isso tem que parar.
Somos
trabalhadores rurais sem- terra, estávamos na Marcha a Brasília para dizer
ao governo Lula e ao ministro Rosseto: façam a Reforma Agrária, assentem de
imediato 1 milháo de famílias de sem-terra, proposta feita por comissão
indicada pelo governo. Seria um exagero? Se a situação mudou para nós, foi
para pior: não só a terra continua sendo recusada, como os assassinos pagos
pelo latifúndio continuam a nos massacrar, e ainda somos presos e
perseguidos.
Está
certo Dom Tomás Balduino, presidente da Comissão Pastoral da Terra quando
denuncia: «o número de conflitos no campo em 2004 é o maior em 20 anos e a
prisão de trabalhadores sem-terra cresceu 10,8%. Foram despejadas 37.220 famílias.
Os camponeses sofrem com a adesão do governo ao agronegócio, considerado
como um bem porque gera divisas». Divisas que só servem para pagar a dívida,
enquanto nós continuamos a sofrer e a morrer de fome ou pelas balas dos jagunços.
Isso tem que parar.
Não
podemos continuar assim.
Somos
estudantes que se manifestam nas ruas contra o aumento das passagens. Somos
jovens que querem ensino público e gratuito e o governo nos responde com uma
reforma universitária que ataca a universidade pública e atende aos
interesses do empresários da educação privada. Isso tem que parar.
Somos
ferroviários que lutamos em defesa dos nossos empregos e pela reestatização
das ferrovias. Como nossos irmãos trabalhadores da Bolívia, que exigem a
nacionalização do hidrocarboneto, fomos a Brasília exigir do governo que
retire a Medida Provisória 246 que liquida a Rede Ferroviária Federal
(RFFSA). O governo não nos atende e esta MP já implicou na demissão de 500
ferroviários. Não podemos continuar assim.
Foi
para acabar com essa política que junto com 53 milhões expulsamos FHC e
elegemos Lula há 3 anos.
A
todos nós o governo Lula-Rossetto-Palocci
responde com um Não a todas e cada uma de nossas reivindicações!
Como
é possível isso?
Como se pode dizer que não há recursos para os salários, para o emprego, para a Reforma Agrária, para atender as exigências dos estudantes, dos ferroviários, da população sofrida? Todos sabemos que os recursos, o dinheiro, existem. Mas o que faz o governo?
Só
no mês de abril, 16,3 bilhões de reais foram desviados do orçamento da União
para engrossar o superávit primário para garantir o pagamento dos juros da dívida.
Um único dia de pagamento dos juros dessa maldita dívida que nos sangra e
sangra o país, equivale a todo o investimento que o governo fez na totalidade
dos serviços públicos, na Educação, Saúde, Transportes...
Isso
tem que acabar. Não podemos continuar assim.
O
povo trabalhador sofre, o país vai ao abismo. A soberania da Nação está
sendo pisoteada. As empresas nacionais são pilhadas pelas as multinacionais,
numa política de privatizações de traz consigo uma desen-freada corrupção.
O PT está sendo enlameado por esta política.
A
CUT está ameaçada de destruição pela Reforma Sindical encaminhada pelo
governo.
Lula-Palocci-Rossetto,
vocês nos em-purram para o desastre, vocês levam o país a uma crise
desagregadora e vocês levam o PT
a sua destruição.
A
situação é difícil, certo.
Mas
as centenas de milhares de servidores federais, estaduais e municipais em
greve por salários ; os
milhares de jovens que se manifestaram pelo passe-livre em Florianópolis, em
Blumenau, em Uberlândia, em Rondônia; os milhares e milhares de sem -terra
que retomam as ocupações de terra no Pontal do Paranapanema e em todo o
país; os trabalhadores que ocupam novas empresas, como em Nova Friburgo...
Todos dizem a vocês: Chega! Essa política anti-operária, anti-camponesa,
anti-nacional tem que acabar.
Para
que possamos viver. Para que pare a pilhagem do país. Para que pare a
impunidade dos assassinos de trabalhadores, para acabar com a lama da corrupção.
É preciso : terra já para os sem-terra assentando 1 milhão de famílias;
estatizar as fábricas ocupadas; reestatizar as ferrovias e de todas empresas
e serviços públicos privatizados! Independência das organizações dos
trabalha-dores; afirmar a
soberania da Nação.
Nós propomos com base nesta convocatória construirmos juntos um Encontro Nacional de Trabalhadores e Jovens do campo e da cidade em 4 de setembro de 2005, em São Paulo. Convidamos a discutir esta proposta nas mobilizações em curso, nas entidades, nos movimentos, nos organismos de base do PT, nos sindicatos e grupos de trabalhadores, nas entidades estudantis para eleger delegados a este Encontro, para exigir do governo Lula:
Ø
Terra já para os
sem-terra! Assenta-mento imediato de 1 milhão de famílias!
Ø
Estatização das
fábricas ocupadas!
Ø
Reestatização
das ferrovias e de todas empresas e serviços públicos privatizados!
Ø
Independência das
organizações dos trabalhadores!
Ø
Soberania da Nação!
Encontro Regional-DF dos Trabalhadores e Jovens do Campo e da Cidade
27
de agosto - sábado - 14h - auditório do Sindsep-DF
Endereço:
SBS
Qd. 01 Bloco "K" - Edifício Seguradoras 17º andar (atrás do prédio
da Caixa Econômica Federal)
Mais informações: Renina 8424.0145 - Oton 9645.3821 - Osmar Gama 3393-5795