\n'; document.write(barra); } } changePage();
|
Outras notícias |
|
|
Lula: Continuarei no comando e a verdade aparecerá

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (25) que não renunciará nem deixará que o tirem do Palácio do Planalto para atravessar a crise política. "Meu comportamento será o que teve o ex-presidente Juscelino Kubitschek: paciência, paciência e paciência", disse, ao afirmar que continuará no "comando" e pedir "confiança" aos membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, onde fez um longo discurso.
Lula disse que as denúncias de corrupção em
seu governo e no PT partem de "gângsteres". E reiterou seu
compromisso com a busca da verdade, pedindo punição para os responsáveis, em
quaisquer instâncias apuradas pelas investigações do Congresso.
Ao falar de seu futuro, Lula citou ex-presidentes da República que atravessaram
crises e o que fizeram como solução pessoal.
Ele lembrou que Getúlio Vargas se suicidou; Jânio Quadros renunciou culpando
inimigos ocultos e João Goulart foi deposto pelos militares. Disse que JK foi
"achincalhado". Mas citou que nada diria sobre presidentes mais
recentes.
"Nem farei como Getúlio, nem farei como Jânio, nem farei como João
Goulart" , disse, completando que seguirá a paciência de JK para esperar
a verdade aparecer, afirmando ainda que está tranqüilo.
"Porque a verdade aparecerá. Se depender da minha paciência, pode demorar
um mês, três meses ou dois anos, não importa", afirmou Lula. E completou
dizendo que estará "no comando, não de forma autoritária, mas democrática".
Ele pediu a seus ministros que fiquem "mais vigilantes do que nunca".
Lula concluiu, agradecendo votos de apoio dado por quatro conselheiros que leram
nota à sua chegada na reunião, dirigindo-se, em especial a Jorge Nazareno,
presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco:
"Vocês não se arrependerão de ter confiança, não em mim, mas na minha equipe de governo".
Governança
O presidente também afirmou que o
projeto de reeleição não é sua prioridade e que cabe ao PT apontar e punir
os culpados pelas irregularidades financeiras do partido.
"A minha prioridade nunca foi a reeleição e sim a governança deste país". Ele disse ter orgulho de ser petista e, sem detalhar as denúncias, afirmou que o partido sofreu uma "sangria".
"Eu já disse e vou repetir: o PT teve um processo de sangria muito forte. Cabe ao próprio PT julgar quem dentro do PT cometeu erros e quem dentro do PT deve ser punido", afirmou, voltando a criticar a antecipação da discussão das eleições de 2006.
O Conselho reúne integrantes do governo, do empresariado, dos trabalhadores e de entidades da sociedade civil.
Fonte: portal do PT com as informações são da Agência Reuters.